
Ok. Vamos começar tudo de novo. Eu sou perita em começar sempre de novo. Sou perita nisso de começar do zero, mesmo que a lousa [ou quadro-negro – como queira chamar] na qual vou começar a escrever de novo a historia da minha vida não seja assim tão negro, assim tão nova. Mesmo assim eu tento, escrevo, vivo. Como se estivesse tudo novo, se nunca tivesse caído, ou sofrido ou vivido, ou amado ou desejado. Eu vou. Mesmo que eu chegue tarde, mesmo que já seja tarde. Tarde? O ano mal começou e já é tarde? Que importa? Importa que eu vou. De novo. Começar e viver e amar. Se der certo, iabadabadú. Se não, putz! Me empresta o apagador? Eu preciso limpar uma lousa, um quadro-negro, limpar o terreno ou seja lá o que for... E começar de novo. Que venha um ano inteirinho. Estou de giz na mão. Com sede do novo.
EXPLODI .
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