pra ser sincero, não o peso, mas suas essências, seus nomes. em letra minúscula.
ainda descubro o que é que as pessoas pensam que tem a ver com a minha vida. rá. e quando descobrir venho compartilhar com vocês, certo? ou com as paredes. é, as paredes virtuais, que aguentam os meus murmúrios. escrevo ao léu, também, na maior parte das vezes. sabe que acho que meu devaneio não agrada? e se agrada, é de uma falsa capinha. um simulacrozinho. entendeu? eu acho que não nasci pra ouvir elogios; sempre os encaro de forma.... desconfiada. eu gosto muito de palavras. muito. acho que são as coisas que mais me entendem no mundo. apesar de não gostar muito da palavra 'coisa'. e da palavra 'perfeito'. a primeira tem uma pobreza declarada, tadinha. mas como verbo, ela é ótima. o verbo "coisar", o meu preferido. multifunções. e a segunda, claro. há palavra mais falsa que ela? tadinha, carrega na sua semântica a loucura descomedida da falsidade. se no universo das palavras elas se casam, 'falsidade' e 'perfeito' fariam o par ideal. assim como 'ânsia' e, deixa pra lá. sem mais fofocas no mundo das palavras. as pessoas, não a palavra, e sim as pessoas mesmo, em suas essências e carnes e ossos, são falsas. agora a palavra. a palavra pessoa é interessante, mas sem a carga semântica, sem sua significância, nada é. existem duas palavrinhas também que, a meu ver, não deveriam andar tão juntas quanto andam neste cosmopolitano [eita palavrinha bonita] mundo que insistimos em viver [ô drama - taí outra palavra sexy]. 'te' 'amo'. elas são perigosas juntas. fazem estragos e destroem até o que sequer começou. cuidado: pessoas não são confiáveis. e 'confiança', por favor, é uma palavra que merece respeito. assim como 'verdade'. ah, a 'verdade' mandou um beijo pra 'mentira', de forma irônica, claro. e mandou avisar: "sempre ganho as batalhas que travamos; se não de forma rápida, na consciência, o que chega a ser mais divertido do que as coisas físicas e reais". fato, fato, fato. sobre mim , ainda entenderá, um dia. ou não .
[de vez em quando seria mais fácil se as pessoas tomassem conta de suas próprias vidas. Não sei o motivo de algumas perguntas que nos são feitas já se esperando uma determinada resposta - óbvia ou não. E quando ou esquivamos ou surpreendemos com respostas diferentes, sempre vem um comentário ácido do tipo 'como assim?', 'mas, por quê?' e por aí vai. Prefiro acreditar que, ao invés de mentir, quando muito, eu omito. E se eu omito é porque os motivos são maiores - e pessoais.]
tudo isso pra te dizer , que eu não quero que vá , não quero que não me toque .
só quero que esteja pronto para me beber , e pronto de verdade .
o vinho, quanto mais velho, melhor é .
Um comentário:
só quero que esteja pronto para me beber , e pronto de verdade .
quem é que define quando é que alguém está realmente pronto?
Postar um comentário