
Apesar de ter tido algumas experiências a partir de experiências dos outros e minhas também sobre o que vou falar, não pensei que eu passaria denovo pelo mesmo, com o comando em minhas mãos.
É meio surreal quando alguém te conta uma história sobre duas pessoas que se amam e vivem felizes para sempre. Deixa eu explicar meu ponto. Acho que a felicidade não é aquela coisa pronta, palpável, aquilo que você simplesmente pode parar e dizer: olha, agora sou feliz, tenho felicidade sobrando. Acho que condiz mais com aquela sensação do momento, com pequenos atos, com os detalhes.
Meu olhar busca detalhes. Gosto de conhecer as pessoas sob aspectos que talvez nem elas mesmas saibam que existe. Não é algo fácil, porque há detalhes que são trabalhados para serem escondidos. E há detalhes, também, que talvez são forjados para causarem uma impressão diferente da realidade.
Então temos essas duas pessoas que se amam e felizes para sempre vivem. De repente há uma separação ou mesmo num relacionamento não saudável há aquela briga-constante-com-sexo-casual. Em ambos os casos o seguinte funciona: uma das pessoas passa a ignorar a presença da outra e, acreditem: ganha totalmente a outra pessoa de volta.
O fato é que nem todo mundo pensa e age assim. E isso, diria, é uma das coisas que, agora colocando um ponto pessoal no assunto, eu me diferencio. Quando acontece uma grande explosão, que seja num lugar isolado abandonado inabitado, há uma alteração gigante deste local, certo? O mesmo acontece com os sentimentos humanos. Quando há o ferir o maltrato uma explosão, nada continua do mesmo jeito.
Acredito que o amor é também uma coisa não palpável e que deveria ser compreendido como a felicidade. O amor deveria ser aquilo que dá apoio e não aquilo que ajuda a destruir. E as mentes das pessoas hoje em dia são tão limitadas que a maioria acha que ama e sequer sabe o que vem a ser amor.
Não digo que sei, mas tenho consciência de que amo amei amarei, assim como tenho consciência de que já fui sou e serei feliz. Mas tudo isso em espaços diferentes da minha vida. Não dá para amar o tempo todo. Não dá para ser feliz o tempo todo.
As pessoas cobram o que não tem direito e o ponto crucial de qualquer regra de vivência seria conhecer estas regras de forma natural. E entender que talvez a felicidade e o amor podem não andar juntos. E também entender que, de vez em quando, a felicidade acaba. Ou mesmo o amor. Ou mesmo os dois juntos.
E que ninguém é feliz para sempre, até porque o para sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre acaba.
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