Desaparece só um pouquinho que é pra eu ter de novo aquela estranha sensação de não precisar de mais ninguem pra ser feliz. Tão distante, tão egoísta, tão minha. Quando eu ainda podia acreditar (e até jurar) que o controle era meu, e que tudo bem ser assim. Quando ainda era possível não esperar nada de você. Nem um oi e nem um adeus. Quando nada era esperado, nem planejado. Quando ainda passava horas pensando no que seria amanhã. Quero não ter mais a (in)certeza de te encontrar em tal lugar, e nem a vontade de te encontrar em qualquer lugar. Desaparece um pouco, pq talvez assim quando voltar, seja tudo novo, você e eu, começando do zero. A gente ficava só com o que foi bom e recomeçava, dois estranhos brincando de se conhecer aos poucos.
Fico me perguntando o que foi que mudou de lá pra cá, do primeiro sorriso espontâneo ao último forçado. Talvez nada, e a gente esperava era que mudasse, que mudasse tanta coisa, e não mudou nada. A gente buscava uma solução pra nossa vida. Pra tua falta , pra minha falta de ânimo. E a solução não veio. Foram nossos caminhos, os errados? Foram minhas respostas vazias pra tuas perguntas confusas? Antes era se dividir em um, depois é só dividir: isso é meu, isso é teu. O “nosso” ficou em que esquina, meu Deus?
Qual é o limite entre o que é bom pra mim e o que é cômodo? Quem decide mesmo o que é certo? E tenho buscado tanto saber isso. O que é certo pra uns nem sempre é certo pra outros e se é pra relativizar, posso dizer que isso, que por distração chamou de amor, nunca foi pra mim, de fato. Tuas verdades só eram mentiras para ti, porque para mim, não existiam verdades, nem as falsas.
E a coragem pra te deixar, embaixo de que cama se escondeu? É que cansa tentar tantas vezes e ver tudo se reduzir a isso : a uma tentativa. Mas desaparece mesmo, que é pra ver se isso tudo acontece, que é pra ver se te esqueço. *
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