domingo, 28 de novembro de 2010

o email.

Talvez essas palavras apenas sirvam como massagem para seu ego, pois talvez elas de nada valham pra você. Talvez essas palavras entrem num ouvido seu, e saia pelo outro. Depois fiquem perdidas no espaço.Talvez você fique tentando entendê-las sem nunca conseguir.Ou apenas você as guarde para si. Que seja. Mas eu queria que você soubesse de algumas coisas.

Queria te dizer que tenho te guardado de pedaço em pedaço dentro de mim, assim mesmo, do nada. E é assim, meio que inconseqüentemente que eu me pego pensando em você. Dia após dia.
Desde o primeiro instante que te vi até o último eu te “decorei”.
Me peguei te observando. Me descobri -ainda mais- observadora. Observei o teu sorriso, a tua risada, teu jeito de andar, o teu jeito de reunir as palavras numa frase, as tuas covinhas... Comecei a me importar com você, sem saber muito sobre a sua vida , mesmo assim.

E para “descobrir você”, eu fiz leitura corporal, análise das conversas, medi até as palavras... tudo! Nada te denuncia. Exceto o olhar.
Tudo em você me diz para eu meter o pé no freio. Sair dessa praia que não é pra mim. Mas existe o bendito olhar que me faz pensar várias vezes no assunto.

Tá bom... vou falar do teu olhar. Ele destoa do resto. Ele fala mais, pensa mais, pede mais. Talvez eu tenha visto tudo errado. Talvez teu olhar simplesmente me enganou. Mas eu queria ir até o “fundo do pote”, como diria o Jabor.

Agora eu percebi, que tirei o pé do freio e estou a descambar por uma ladeira que eu ainda nem sei onde vai dar. Isso é uma brincadeira de péssimo gosto e eu me encontro numa enrascada daqueeeeeeeelas !


Então estou aqui, escancarando a verdade. Pronta para falar tudo ou apenas pronta para levar um “fora” homérico, mas tentando ser o mais clara possível com você e apelando que você também seja comigo.
Pois a verdade é que eu te quero, sim. Mas antes de tudo, gostaria de dizer que você me encantou.
Além de conversas, além de ligações , além de poucos (porém intensos) dias ...Além de tudo isso, resta algo que ainda não identifiquei o que é. Mas quero ter muita certeza antes de dizer qualquer coisa.

Pode soar brega,podre, exagerado, romântico, cor de rosa, ou sei lá mais o quê. Mas quem um dia nunca se expôs dessa forma, não é mesmo? O que nos destinguiria das máquinas se não fosse essa disposição em se permitir ser ridículo, se permitir errar, burlar, ir além?
Sei dos fatos. Sei que isso é mais complicado do que parece. Mas veja o meu lado, eu não preciso de mais um “e se” na minha vida.
Preciso no final do dia suspirar e dizer “fiz o que pude” e ir em frente.

Talvez isso aqui não faça florescer nada, mas com um pouco de sorte, talvez eu consiga jogar uma semente aí em você.
Então, por favor. Se você tem dúvidas, fique a vontade para expô-las. Mas no final, coloque um ponto final sem direito a questionamentos da minha parte. Seja claro. Juro que vou ficar bem “mais leve”.

Mas se você também está confuso, só te dou um conselho: mergulhe.

Um comentário:

Anônimo disse...

Denovo :S AAAAAAAH CAROLINA EU PRECISO DOS SEUS TEXTOS ELES ME MOTIVAM