domingo, 1 de novembro de 2009


minha pele
está trocando
suas cores. e
seus odores
são mesclados.
uns pardos,
uns translúcidos,
todos impulsos.
minhas escamas
estão descolando,
minhas penas
estão deslocando.
eu pareço com
a transformação:
uma competição
entre sentidos
e esperanças.
eu espalho os
encontros.
eu encontro os
espantalhos.
e minha pele
arde.
gela.
sorri.
e meu corpo
acontece.
resiste.
insiste.
ela é um forte,
ele é o norte,
eu sou o consorte.
a minha pele
é um verso
sendo reescrito
e enamorado
pelo meu corpo
reciclado.
[eu vivo um
caso de amor
extraordinariamente
pessoal...]

2 comentários:

Braz disse...

narcisismo é o nome disso.

vicente cortello disse...

adorei seu jogo de palavras! (: